Vidro côncavo
Tenho sofrido poesia
como quem anda no mar.
Um enjoo. Uma agonia.
Sabor a sal. Maresia.
Vidro côncavo a boiar.
Dói esta corda vibrante.
A corda que o barco prende
à fria argola do cais.
Se vem onda que a levante
vem logo outra que a distende.
Não tem descanso jamais.
(António Gedeão, in Movimento Perpétuo, 1956)
Vencedores de meio Século XX: Ferreira de Castro e Vitorino Nemésio em voo
de pássaro (5)
-
Mas Nemésio abandona os jornais e segue a vida académica, inclusive no
estrangeiro, o que os afasta; também a concepção de literatura de ambos
diverge – ...
4 days ago



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