José Saramago
(16 de Novembro de 1922 - 18 de Junho de 2010)
De paisagens mentirosas
de luar e alvoradas
de perfumes e de rosas
de vertigens disfarçadas.
Que o poema se desnude
de tais roupas emprestadas
seja seco, seja rude
como pedras calcinadas.
Que não fale em coração
nem de coisas delicadas
que diga não quando não
que não finja mascaradas.
De vergonha se recolha
se as faces tiver molhadas
para seus gritos escolha
as orelhas mais tapadas.
E quando falar de mim
em palavras amargadas
que o poema seja assim
portas e ruas fechadas.
Ah! que saudades do sim
nestas quadras desoladas.
Luís Cília: "Dia não"
Luís Cília (e Manuel Freire): "Dia Não"
'Vencedores' de meio Século XX: Ferreira de Castro e Vitorino Nemésio em
voo de pássaro (3)
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Eram os *benjamins*, nas palavras do próprio Nemésio, da tertúlia de Brito
Camacho no Café Chiado, à Rua Garrett, e de que faziam parte outros grandes
vu...
1 day ago



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