Soneto da separação
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Vídeo:
Soneto da Separação (Vinícius de Moraes)
'Vencedores' de meio Século XX: Ferreira de Castro e Vitorino Nemésio em
voo de pássaro (3)
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Eram os *benjamins*, nas palavras do próprio Nemésio, da tertúlia de Brito
Camacho no Café Chiado, à Rua Garrett, e de que faziam parte outros grandes
vu...
23 hours ago



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