Vidro côncavo
Tenho sofrido poesia
como quem anda no mar.
Um enjoo. Uma agonia.
Sabor a sal. Maresia.
Vidro côncavo a boiar.
Dói esta corda vibrante.
A corda que o barco prende
à fria argola do cais.
Se vem onda que a levante
vem logo outra que a distende.
Não tem descanso jamais.
(António Gedeão, in Movimento Perpétuo, 1956)
Vencedores de meio Século XX: Ferreira de Castro e Vitorino Nemésio em voo
de pássaro (9)
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E é assim que, ao oitavo parágrafo num total de treze, Nemésio avança com
os seus dois nomes de eleição, na poesia e na prosa: *Teixeira de Pascoais*
(18...
5 days ago

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