Vidro côncavo
Tenho sofrido poesia
como quem anda no mar.
Um enjoo. Uma agonia.
Sabor a sal. Maresia.
Vidro côncavo a boiar.
Dói esta corda vibrante.
A corda que o barco prende
à fria argola do cais.
Se vem onda que a levante
vem logo outra que a distende.
Não tem descanso jamais.
(António Gedeão, in Movimento Perpétuo, 1956)
ETERNIDADE: canto de morte e de amor (1)
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*1. Contrição. **Eternidade*, romance de Ferreira de Castro, publicado em
1933 pela Guimarães – o primeiro na que seria a sua editora de referência
–, te...
4 days ago







