SEXTO / D. DINIS
Na noite escreve um seu Cantar de Amigo
O plantador de naus a haver,
E ouve um silêncio múrmuro consigo:
É o rumor dos pinhais que, como um trigo
De Império, ondulam sem se poder ver.
Arroio, esse cantar, jovem e puro,
Busca o oceano por achar;
E a fala dos pinhais, marulho obscuro,
É o som presente desse mar futuro,
É a voz da terra ansiando pelo mar.
(Fernando Pessoa)
dos pórticos
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*«Sabe-se *que os nossos actos são fragmentos do todo que é a vida e do que
nela persiste de herdado, folhas novas que não carecem de Primavera para
suce...
1 day ago

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