Soneto da separação
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Vídeo:
Soneto da Separação (Vinícius de Moraes)
Ferreira de Castro e a 'Renovação' (1)
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A revista *Renovação* é um desenvolvimento natural do projecto de *A
Batalha*, cujo brilhante *Suplemento Semanal Ilustrado* se distinguiu pela
qualidade...
1 day ago

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