Sunday, July 31, 2011

Le 31 juillet 1961 / 31 de julho de 1961

Faz hoje precisamente 50 anos que os portugueses abandonaram definitivamente a Costa dos Escravos.
Il y a 50 ans les Portugais ont quitté définitivement la Côte des Esclaves. 
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«Sengbe Pieh (1813 - ca. 1879), mais tarde conhecido como Joseph Cinqué, era um homem da África Ocidental da etnia Mende e foi o mais proeminente arguido no Caso Amistad (1841), no qual verificou-se que ele e outros 52 haviam sido vítimas ilegal do tráfico de escravos do Atlântico. (...) Cinqué nasceu por volta de 1813 onde agora é Serra Leoa, mas a data exata do seu nascimento é desconhecida. Ele era um agricultor de arroz, casado, com três filhos, quando foi capturado ilegalmente pelos traficantes de escravos africanos em 1839 e aprisionado no navio negreiro português Tecora. Esta foi uma violação dos tratados internacionais para proibir o comércio escravo. Cinqué foi levado para Cuba, onde foi vendido com 52 outras pessoas para os espanhóis José Ruiz e Pedro Montez.»
«No filme de 1997 Amistad, alusivo aos eventos do motim e julgamento, Cinqué foi retratado pelo ator Djimon Hounsou
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«The ''Tecora'' was a Portuguese slave ship of the early 19th century
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Video
The Enslavement of Sengbe Pieh / Joseph Cinqué
Un extrait du fim de Steven Spielberg «Amistad» où on voit le navire portugais Tecora qui transportait des esclaves pour l'Amérique.
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À lire / Ler
A costa dos escravos / La côte des esclaves

Monday, July 25, 2011

Portuguese tiles: Eduardo Nery, Azulejo (2)


Versão da minha exclusiva responsabilidade, feita para este blogue, de um azulejo de Eduardo Nery, com um eixo de reflexão numa diagonal, e que foi aplicado, variando as cores, em Setúbal, no Palácio da Justiça. Esta versão tem uma coloração muito diferente por motivos técnicos e destina-se apenas a mostrar as propriedades geométricas do azulejo.
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Ver
Eduardo Nery (Official Website)

Saturday, July 23, 2011

Portuguese tiles: Eduardo Nery, Azulejo (1)

Versão minha, feita para este blogue, de um azulejo de Eduardo Nery, com um eixo de reflexão numa diagonal, e que foi aplicado em diversos painéis, variando as cores e as composições, em particular nos da Estação de Contumil (Porto).
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Eduardo Nery (Official Website)

Friday, July 08, 2011

A costa dos escravos / La côte des esclaves



Map of West African Dahomean & Yoruba Empires
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Vídeo:
Caetano Veloso: O Haiti é aqui...

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Há 50 anos:
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Tuesday, July 05, 2011

La filosofia è scritta in questo grandissimo libro... Egli è scritto in lingua matematica, e i caratteri son triangoli, cerchi, ed altre figure geometriche, senza i quali mezzi è impossibile a intenderne umanamente parola; senza questi è un aggirarsi vanamente per un oscuro laberinto.


«La filosofia è scritta in questo grandissimo libro che continuamente ci sta aperto innanzi a gli occhi (io dico l'universo), ma non si può intendere se prima non s'impara a intender la lingua, e conoscer i caratteri, ne' quali è scritto. Egli è scritto in lingua matematica, e i caratteri son triangoli, cerchi, ed altre figure geometriche, senza i quali mezzi è impossibile a intenderne umanamente parola; senza questi è un aggirarsi vanamente per un oscuro laberinto.»
Galileo Galilei, Il saggiatore

Wednesday, June 22, 2011

Wallpaper groups. Tiles: Portugal, Palácio Nacional de Sintra - c2mm




Numbers mean rotations of order 2. Mirrors are represented by red lines and and glides by green ones. Yellow lines are the border of a fundamental region.

Sunday, June 19, 2011

Há um trabalho a fazer em relação ao azulejo...




Fotografias:

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Nos claustros e em salas que para eles dão, está o Museu do Azulejo. Ao viajante vêm dizer que as peças mostradas são parte ínfima do que se encontra armazenado à espera de espaço e dinheiro. Mesmo assim, este museu é um precioso lugar, aonde o viajante lastima que não venham, ou se vêm não lhes aproveita, aqueles que orientam o gosto de decorar. Há um trabalho a fazer em relação ao azulejo, não de reabilitação, que de tal não precisa ele, mas de entendimento. De entendimento português, acrescente-se. Porque, em verdade, depois de ter sido desprezado durante grande parte deste século, o azulejo regressou em força ao revestimento exterior dos prédios. Para geral desgraça, acrescente-se outra vez. Quem esses azulejos desenha, não sabe o que são azulejos. E, pelos vistos, quem de responsabilidades didácticas se exorna e argumenta não o sabe também.
(...)
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Saturday, June 18, 2011

Esteve aí um viajante para ver os azulejos...

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Castro Verde merece o nome que tem. Está num alto e não lhe faltam verduras para aliviar os olhos das sequidões da charneca. Se só de monumentos cuidasse hoje o viajante, mal lhe valeria a pena de vir de tão longe para o pouco que verá, valendo embora tanto atravessar mais de quarenta quilómetros de searas ceifadas. Está aberta a Igreja das Chagas do Salvador, que tem para mostrar ingénuos quadros com cenas guerreiras e um bom silhar de azulejos, mas a matriz, a que chamam aqui basílica real, não. O viajante desespera-se. Vai à procura do padre que mora em tal e tal sítio, uma casa toda cercada de parreiras, engana-se uma vez e duas, e enfim dá com a residência, cá estão as parreiras. O padre é que não está. O viajante dá a volta à casa, vai aos fundos do quintal, nem cão ladra nem gato sopra. Regressa zangado à igreja, abana-lhe as fortíssimas portas (é uma imensa construção, e diz-se que lá dentro há uns painéis de azulejos que representam episódios da batalha de Ourique), mas o santo lugar não se comove. Estivessem estas coisas convenientemente organizadas, e, faltando o padre, viria um anjo à porta, abanando as asas para se refrescar, e perguntaria: «Que queres?» E o viajante: «Venho ver os azulejos.» Tornava o anjo: «És crente?» E o viajante, em confissão: «Não, não sou. Tem importância para os azulejos?» E o anjo: «Não tem nenhuma. Podes entrar.» Assim é que devia ser. Quando o padre regressasse, o anjo daria contas da sua guarda: «Esteve aí um viajante para ver os azulejos. Deixei-o entrar. Pareceu-me boa pessoa.» E o padre, para dizer alguma coisa: «Era crente?» Responderia o anjo, que não gosta de mentir: «Era.» Num mundo assim, pensa o viajante, não ficaria um azulejo para ver.
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(José Saramago, Viagem a Portugal)