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Friday, September 21, 2012

Portuguese pavements. Eduardo Nery: Pavimento na Praça do Município, em Lisboa (1997/99)


Pavimento na Praça do Município, em Lisboa, 1997/99
      
No projecto deste pavimento em calçada-mosaico, a preto e branco, procurei resolver algumas questões prévias, que coloquei a mim próprio. Em primeiro lugar, criar um desenho geométrico para que a praça fosse percebida como um “tapete” homogéneo, com um padrão de triângulos rectângulos e de quadrados, que se estendesse a todas as áreas a organizar plasticamente neste espaço urbano, conferindo-lhe a máxima unidade interna.
Uma segunda questão, que procurei resolver foi criar um centro muito bem definido, no reforço do pelourinho, que sempre esteve colocado no centro desta praça. Para tal, criei um desenho circular em rotação, que prolongou e expandiu o movimento espiralado, da coluna-torsa do pelourinho, também ela em rotação interna. Por sua vez, o meu desenho radial foi subdividido em triângulos semelhantes aos que criei para a área restante da praça, garantindo assim uma grande unidade interna no desenho global do pavimento.
Por outro lado, para reforçar esta intenção de clara acentuação do centro da praça, projectei um tronco de cone (volumétrico) com uma leve inclinação, que veio erguer o pelourinho sobre o plano geral do pavimento, e que conferiu ainda mais ênfase ao desenho circular e em rotação, que projectei para o centro deste espaço urbano.
Não foi fácil ocupar com o padrão-base de triângulos as pequenas superfícies periféricas, nomeadamente os passeios separados pelas vias que atravessam a Praça do Município, como não foi fácil rematar esta malha rígida de triângulos junto às curvas dos referidos arruamentos, mas tudo se conjugou numa harmonia interna entre o projecto de espaços exteriores do Arqº Francisco Silva Dias, e o meu desenho de pavimento. Também foi importante a escolha que fizémos em conjunto do tipo de candeeiros instalados nesta praça. 
                                                                                                
 Eduardo Nery



















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[O autor deste blogue agradece a Eduardo Nery a autorização para publicar estes seus documentos (texto e fotos)]
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Neste blogue:

Wednesday, September 19, 2012

Lisboa e a Praça do Município em 1903 (num texto de Aquilino Ribeiro)

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1903 - Por falta de vocação, [Aquilino Ribeiro] abandona os seus estudos durante a primeira parte do Curso Teológico no Seminário de Beja e fixa-se em Lisboa. 
Nota: O texto de Aquilino que a seguir se transcreve refere-se à sua chegada a Lisboa nas vésperas de ir para o Seminário de Beja.
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CHEGÁMOS a Lisboa na manhã tépida, de céu ambarizado por um sol que há cinquenta anos a esta parte era raro faltar à cidade, que deixou de ser de mármore e granito para ser, no seu maior dimensional, de tijolo mal cozido e cimento roubado. E, conduzidos por Costa Nunes, fomo-nos hospedar no Hotel Portugal, que fazia esquina para o Largo do Pelourinho. O meu quarto era no terceiro andar. Eu via com olhos, não pasmados, que nunca soube o que era pasmo, mas abertos à compreensão, as grandes e amarelas tartarugas dos carros eléctricos vir rolando dos lados do Terreiro do Paço, tilintantes e pletóricas de gente. Logo após vinha o carro do Chora, com o automedonte de longos bigodes retorcidos a reger de chicote vivaz o tiro de três machos pimpões, o condutor de boné de pala, e atropeladamente naquela arca de Noé peixeiras, vendedeiras de hortaliça e de coelhos mansos, operários com suas ferramentas, em suma, segundo o termo das Ordenações Manuelinas, os misquinhos duma capital. O bulício ficava muito aquém do sonhado, embora me desse uma idéia numérica de disparidade em comparação com as ruas Formosa ou Direita, de Viseu. Mas a Câmara de tão bela frontaria, o pelourinho especioso, coroado pela esfera armilar, os prédios de roqueira solidez, incutiam a noção de capital dum reino, batida pelo tempo, com a velha epopéia impressa em suas pedras e arruados. Todavia não pressenti o sumptuoso, nem o deliquescente duma urbe meridional, de que os poetas e romancistas faziam cavalo de batalha nas suas especulações cantarizadas. Antes havia nela, nos habitantes, no céu, nas coisas, uma sobriedade afável que era grata de sentir. E por isto tudo, por essa desilusão literária, e porque representava para mim um degrau montante na escala dos conhecimentos, fiquei a adorar Lisboa desde esse dia.
(...)

Saturday, March 17, 2012

Colour symmetry. Portuguese pavements: Lisboa, Praça do Município, Eduardo Nery - p4mm - «p4mm»

Versão da minha exclusiva responsabilidade, feita para este blogue, de uma parte (expandida no desenho) do pavimento da Praça do Município, de Lisboa, cujo autor é Eduardo Nery. Esta versão destina-se apenas a mostrar as propriedades geométricas dessa parte do pavimento.


Numbers mean rotations of order 2 and 4. Mirrors are represented by red lines. Glide reflections are not represented.


Colour symmetry in the same pattern. Small circles mean rotations; numbers mean rotations of order 2 and 4. Mirrors are represented by red lines. Glide reflections are not represented. (12) means that the colours white and grey are interchanged; i means the identity.

This is an example of the case stated in the fourth row of the table in Section 4.10 (Figure 14, «p4mm») in

Eduardo Nery
Image scanned from the book
See:
Eduardo Nery (Official Website)
(in this blog)

Thursday, October 20, 2011

Wallpaper groups. Portuguese pavements: Lisboa, Praça do Município, Eduardo Nery - p4mm

Versão da minha exclusiva responsabilidade, feita para este blogue, de uma parte (expandida no desenho) do pavimento da Praça do Município, de Lisboa, cujo autor é Eduardo Nery. Esta versão destina-se apenas a mostrar as propriedades geométricas dessa parte do pavimento.
Ver
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Wednesday, October 19, 2011

Portuguese pavements: Eduardo Nery, Praça do Município, Lisboa, Portugal


[1997/1998]
Praça do Município, Lisboa Pavimento em calçada - mosaico
Imagens copiadas por mim do livro
Texto do referido livro:
PROJECTO: 1997. EXECUÇÃO DO PAVIMENTO: 1997 e 1998. ÁREA APROXIMADA: 60m x 78,5m. PROJECTO URBANÍSTICO: Arquitecto Francisco Silva Dias. EXECUÇÃO: Teixeira Duarte, S.A. e Soconstrói. LOCALIZAÇÃO: Praça do Município, Lisboa.
Desenho de pavimento em calçada - mosaico, em branco e preto, segundo o novo arranjo da Praça do Município, ditado pela construção de um parque de estacionamento subterrâneo e pela alteração do trânsito na praça.
O centro da praça, marcado pelo pelourinho, foi assinalado por uma composição circular radial sobreposta a uma quadrícula preenchida com espinhado em preto e branco.
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Ver
Eduardo Nery (Official Website)
 (neste blogue)